Redução de obsoleto e de perda, sem exposição no item crítico.
O sistema analisa o consumo real da instituição e entrega três coisas todo dia: a lista do que está parado, o alerta do que vai vencer e a ordem do que precisa ser contado. Cada recomendação vem com a justificativa, e a decisão permanece integralmente com farmácia e suprimentos.
O que esta proposta pede e o que entrega.
Obsoleto, perda e desvio consomem a segunda maior linha de custo do hospital.
O padrão se repete: prazo de reposição longo leva à compra por margem de segurança, o item de baixo giro fica obsoleto, vence e é baixado, e a ruptura persiste no item crítico. Compra-se em excesso o que não gira e de forma insuficiente o que é essencial. Com a taxa básica em 14,75% ao ano, o capital parado tem custo de oportunidade mensurável.
Obsoleto, perda e ruptura são referências de setor, adotadas como premissa inicial e substituídas pelo valor medido no diagnóstico. O indicador de conformidade de inventário é medido: 51,67% no almoxarifado e 62,69% na farmácia de um hospital universitário antes de inventário rotativo, subindo para 67,82% e 74,40% depois; a meta setorial é de 95% a 97%. Nenhum número aqui é diagnóstico desta instituição: o levantamento real é a primeira entrega do projeto e substitui toda premissa.
Os números da sua operação, não os do setor.
Conservador primeiro: é o cenário que um CFO vai testar. Otimista é o cenário do proponente.
Abre em zero por não haver referência pública confiável. O diagnóstico apura o número da instituição.
Premissas avançadas
Custo acumulado × retorno acumulado
Composição do retorno: redução de necessidade de capital de giro sobre o capital liberado, perda evitada, desvio recuperado e sobrepreço evitado. O capital liberado é ganho patrimonial único, à parte, e não integra o cálculo. O retorno conta a partir da produção, com ganho crescente do quarto ao sexto mês e pleno a partir do sétimo; o custo inclui hospedagem, ainda que faturada pelo provedor direto ao hospital. A rampa usa o mesmo fator para todas as linhas de ganho, simplificação que subestima as linhas que não dependem de adoção.
O que o estoque parado custa por mês.
Os valores abaixo são calculados sobre os parâmetros definidos na simulação acima. Cada real que deixar de ser recomprado deixa de ser financiado ou passa a render, ao custo de capital informado pela instituição (padrão: CDI de 14,75% a.a.):
Nenhuma das três linhas depende de o sistema acertar previsão: a primeira é aritmética sobre o histórico, a segunda é a mesma conta em doze meses, a terceira compara validade com consumo do período.
O sistema entrega a lista, o alerta e a ordem de contagem. A decisão permanece da farmácia.
Construído sobre os dados de consumo da própria instituição e alimentado por extração automatizada do ERP hospitalar já em operação.
Configurado sobre a operação do hospital, com risco controlado por classe.
Não existe parâmetro de mercado: cada número sai do dado do hospital, e as regras são definidas com a farmácia. A recomendação de redução não alcança a classe crítica; o nível de atendimento passa a ser medido por classe.
O consumo tem estação, e o motor trabalha com isso.
Reposição calculada por média simples erra de forma sistemática em toda virada de estação. O motor decompõe a série de consumo do hospital e separa o que é tendência do que é sazonal, item a item.
O que é medida
- Estoque sem movimentação: comparação entre data da última saída e hoje
- Vencimento: comparação entre validade do lote e consumo do período
- Acuracidade: ordenação do que contar por valor e por divergência histórica
- Ponto de pedido: política de estoque consolidada, sobre demanda já observada
Estas quatro linhas não dependem de projeção: é delas que vem o retorno desta proposta.
O que é projeção
- Componente sazonal extraído da série de consumo do hospital
- Antecipação de curva conhecida: período de maior ocupação, campanha, safra de procedimento
- Entrada aberta para sinal externo de demanda: o motor já aceita um fator de antecipação por grupo de itens, vindo de fora do histórico
Projeção entra como alerta, nunca como ordem automática: protege contra ruptura, não gera o número do retorno.
Exemplo do sinal epidemiológico. Um surto de sarampo entra no boletim da vigilância. O protocolo traduz o agravo em itens: imunoglobulina, isolamento, EPI, kit de coleta. O motor eleva a cobertura desses itens e alerta a farmácia, com justificativa e fonte, para aprovar ou recusar. O sinal já entra no Módulo I; a fonte oficial e o mapeamento ficam para o Módulo III.
Composição do retorno, linha a linha.
Duas linhas sustentam o resultado, com base verificável. As outras duas abrem em zero e só entram com dado apurado no diagnóstico.
Retorno anual em operação plena
O que sustenta cada linha
- Redução de necessidade de capital de giro. Cada real que a farmácia decidir não recomprar deixa de ser financiado ou passa a render. É economia financeira, não receita nova: o cálculo usa o custo de capital informado pela instituição (padrão: CDI de 14,75% a.a.)
- Perda evitada. O alerta por lote antecede o vencimento em prazo suficiente para remanejar ou priorizar consumo. Parcela evitável ajustável no simulador
- Desvio recuperado. Abre em zero: sem referência pública confiável, o número sai do último inventário do hospital.
- Sobrepreço de urgência. Abre em zero, apurado na nota fiscal do hospital durante o diagnóstico
- Capital liberado. Fica fora da conta: incluí-lo elevaria o percentual a um patamar que não resistiria a análise
Ano 2 em diante
O ano 2 não tem investimento de projeto: entra apenas o custo recorrente. É o patamar que se repete enquanto o contrato durar, antes de reajuste.
Percentual calculado sobre o custo total do primeiro ano de contrato (projeto, mensalidades e hospedagem), com retorno contado a partir da entrada em produção. Base do cenário: os parâmetros definidos na simulação.
Demonstrável em 45 dias. Em produção em 90.
A produção acontece sobre extração automatizada de dados; o conector direto ao ERP fica fora deste escopo, previsto para uma segunda fase, sem valor nesta proposta. Cada marco tem entrega verificável, com prazo contado a partir da primeira extração de dados entregue.
Diagnóstico
Extração inicial, saneamento do catálogo, curva ABC/XYZ e quantificação de obsoleto, perda, desvio e nível de atendimento. Três semanas. Contratável isoladamente por R$ 14.900, valor integralmente abatido deste marco.
Núcleo demonstrável
Motor de cobertura com componente sazonal, classificação com criticidade, FEFO e painel com recomendação, justificativa e aprovação.
Operação em sombra e produção
Quatro semanas com o sistema recomendando em paralelo, farmácia comparando com a decisão real e parâmetros sendo calibrados. Depois, produção.
Treinamento e estabilização
Treinamento das equipes de farmácia e suprimentos, perfis de acesso definidos por função e acompanhamento assistido no primeiro mês de produção.
Escopo contratado
- Diagnóstico do estoque sobre dado real, com relatório de obsoleto, perda, desvio e nível de atendimento por classe
- Ingestão e normalização do catálogo, unidades de medida e lotes
- Motor de cobertura com ponto de pedido, estoque de segurança e componente sazonal
- Classificação ABC/XYZ combinada a criticidade clínica, com regra de exclusão editável
- Controle de validade por lote (FEFO), alerta antecipado e sugestão de remanejamento
- Inventário rotativo dirigido e medição de acuracidade
- Medição de nível de atendimento por classe
- Painel com justificativa, aprovação humana e trilha de auditoria
- Extração automatizada e recorrente de dados do ERP hospitalar em operação
- Capacitação das equipes de farmácia e suprimentos
Valores
Os quatro marcos ao lado são o cronograma de faturamento da mesma composição. A mensalidade cobre manutenção corretiva, disponibilidade, recalibração do motor, relatório mensal e 4 horas de evolução por mês, cumulativas no trimestre. Acima desse volume, ou para módulo novo, R$ 250 por hora, no terço inferior da faixa de mercado para consultoria especializada (R$ 200 a R$ 600 por hora).
Roadmap, escopo e valor à parte: Módulo II, Compras e Contratos · Módulo III, Demanda Assistencial · Módulo IV, Glosas e Faturamento.
O dado é do hospital. A ferramenta é da contratada.
Titularidade e vigência
- Ferramenta, motor e metodologia permanecem de titularidade da contratada, com licença de uso ao hospital durante a vigência
- Todo dado de consumo, catálogo, lote e preço é do hospital, exportável a qualquer momento em formato aberto, inclusive ao término
- Vigência de 12 meses a partir da entrada em produção, renovável
- Confidencialidade sobre dado operacional, comercial e de fornecedor, sem uso para qualquer finalidade externa ao contrato
- Reajuste anual por índice oficial
Execução e limites
- Faturamento por marco entregue e aceito, conforme os marcos da seção anterior
- Fora do contrato: hospedagem e processamento, faturados pelo provedor diretamente ao hospital, sem intermediação e sem margem da contratada
- O motor é mantido e evoluído continuamente, o que sustenta a mensalidade nesse patamar em vez de um sistema que congela na entrega. A configuração é exclusivamente do hospital: catálogo, regras, parâmetros e metas não transitam para instituição nenhuma
- O sistema recomenda; a aprovação de compra, remanejamento e baixa permanece integralmente com o hospital
O conector direto ao ERP é evolução de segunda fase, sem valor nesta proposta: o esforço depende da versão e dos módulos de integração do ERP em operação, e só pode ser dimensionado depois do diagnóstico. A operação toda acontece sobre extração automatizada.
O que sai do hospital, como é protegido e quem responde por isso.
Onde o dado roda
- Provedor e região de hospedagem definidos com a TI do hospital antes da implantação
- Sai apenas movimentação de estoque: item, unidade, lote, validade, quantidade, custo e almoxarifado. Nenhum dado pessoal de paciente
- Criptografia em trânsito e em repouso
- Perfis de acesso definidos por função
Responsabilidade e continuidade
- Retenção, descarte e backup com metas de recuperação definidas em contrato
- Papéis: hospital é controlador dos dados, contratada é operadora
- Contrato de operador (DPA) e lista de subprocessadores entregues antes da assinatura
- Responsabilidade por incidente, com dever de notificação em prazo fixado em contrato
A extração de dados é o que abre o cronograma.
Três desenhos de extração são possíveis, a escolher pela TI conforme o ERP do hospital:
Quatro marcos, cada um com critério de aceite e prazo.
Aceite tácito em 5 dias úteis após a entrega, se o hospital não se manifestar.
Diagnóstico
Entrega: relatório de obsoleto, perda, desvio e nível de atendimento, em 3 semanas. Aceite: dado e relatório entregues. Contratada
Núcleo demonstrável
Entrega: motor de cobertura e painel sobre dado real. Aceite: farmácia navega uma recomendação do início ao fim. Contratada
Operação em sombra e produção
Entrega: 4 semanas de recomendação em paralelo à decisão real. Aceite: parâmetros calibrados e produção autorizada. Contratada e hospital
Estabilização e treinamento
Entrega: equipes treinadas e acompanhamento no 1º mês de produção. Aceite: perfis ativos e indicadores do mês entregues. Contratada